Quando vale a pena visitar Puerto Pirámides?
O período mais rico vai de setembro a abril. Nesses meses, baleias, pinguins, elefantes-marinhos, leões-marinhos, orcas e golfinhos convivem ao mesmo tempo. O Del Nómade permanece aberto durante essas datas.
Os meses de maio a agosto são mais austéros: o clima é mais rigoroso e vários dos protagonistas principais ainda não chegaram ou já partiram. Por esse motivo, nosso Eco Hotel permanece fechado durante o inverno.
Se você só pode vir fora de temporada, as baleias podem ser vistas a partir de junho, o que já justifica a viagem de qualquer forma, mas saiba que o restante do elenco ainda não chegou.

Fauna Marinha

Baleia-franca-austral
Mais de 2.000 baleias-francas-austrais visitam a Península Valdés todos os anos. A chegada começa entre abril e junho, e é possível avistar as últimas até o final de dezembro, antes de partirem rumo às áreas de alimentação. A península é considerada a maior maternidade do mundo para essa espécie: as fêmeas chegam prenhas ou já com filhotes, enquanto os machos vêm em busca de acasalamento, resultando em uma concentração de comportamentos que não se vê em nenhum outro lugar do planeta. A observação embarcada parte de Puerto Pirámides, o único porto habilitado em toda a reserva.

Pinguins-de-Magalhães
Mais de 500.000 pinguins-de-Magalhães chegam à Península Valdés todos os anos em setembro para se reproduzir, criar os filhotes e trocar de plumagem, permanecendo até abril. A colônia de Punta Norte é uma das maiores do mundo, e vê-la em plena temporada — com dezenas de milhares de filhotes trocando de plumagem ao mesmo tempo — é um daqueles espetáculos difíceis de descrever em palavras.

Leão-marinho-sul-americano
Os leões-marinhos-sul-americanos são residentes permanentes da Península Valdés, presentes o ano todo, embora mudem de colônia conforme a época. Em dezembro, os machos formam harens de 2 a 12 fêmeas nas colônias de reprodução. Entre janeiro e fevereiro nascem os filhotes gerados no ano anterior, e alguns meses depois já brincam na arrebentação sem muita cautela — o que os torna alvo preferido das orcas entre março e abril em Punta Norte.

Orca
Apenas cerca de 30 exemplares de orcas frequentam a Península Valdés, agrupados em famílias de cerca de 5 membros. Elas têm duas temporadas bem definidas: entre março e abril aparecem em Punta Norte, quando os filhotes de leões-marinhos começam a se afastar das mães para brincar na arrebentação; entre outubro e novembro, deslocam-se para Caleta Valdés, onde os filhotes recém-nascidos de elefantes-marinhos ampliam seu cardápio. A manobra de encalhe intencional — em que a orca se lança à praia para capturar sua presa — é uma técnica praticada apenas por essas orcas, nessas costas. Não existe nada igual em nenhum outro lugar do mundo.

Elefante-marinho-do-sul
A Península Valdés é a única colônia reprodutiva continental de elefantes-marinhos do mundo. Chegam entre setembro e dezembro: primeiro os machos, para marcar território, depois as fêmeas prenhas, que dão à luz na praia poucos dias após a chegada. Nesse período, a concentração de animais nas colônias é impressionante. Os filhotes ganham 4 kg por dia durante a amamentação e, com cerca de dois meses e meio, entram sozinhos no mar — o momento que as orcas os esperam em Caleta Valdés.

Golfinho-obscuro
O golfinho-obscuro frequenta as águas da Península Valdés durante todo o ano, embora com maior probabilidade e em maior quantidade nos meses de verão. São acrobáticos, curiosos e fáceis de se aproximar a partir de uma embarcação. Em janeiro e fevereiro, reúnem-se em grupos numerosos no Golfo Nuevo e no Golfo San José, atraídos pelas anchovas, formando cardumes que podem ultrapassar 100 exemplares.
Aves da Península Valdés
A variedade de ambientes costeiros cria condições ideais para dezenas de espécies. A Isla de los Pájaros (Ilha dos Pássaros) é o ponto mais emblemático para observá-las.
Das passarelas, é possível ver flamingos-austrais, biguás-imperiais e trinta-réis-sul-americanos, entre outras espécies, sem interferir nas colônias. Os biguás-de-penacho permanecem em seus penhascos o ano todo, o periquito-de-barranco aparece na primavera e no verão, e o trinta-réis-sul-americano nidifica em dezembro e desaparece a partir de março.
Entre as espécies que podem ser observadas na reserva:

Corvo-marinho-imperial, ema-de-darwin, trinta-réis-sul-americano, flamingo-chileno, inhambu-copetudo, corvo-marinho-real, gaivotão
Fauna Terrestre
A fauna terrestre da Península Valdés tem menos visibilidade que a marinha, mas vale a pena prestar atenção a ela.
O guanaco é o maior vertebrado terrestre da Patagônia. Como a caça é proibida dentro da reserva, sua população na península é muito superior à do restante da região.
A mara é um roedor que habita apenas a Patagônia; em setembro e outubro é possível ver os filhotes. O tatu-peludo, um tatu patagônico, é mais discreto, mas aparece nas estradas de cascalho, enquanto a raposa-cinzenta-pequena costuma ser vista ao entardecer perto do vilarejo.
A estepe também abriga gatos-do-mato, raposas-culpeo e tatus-piche, entre outros.

Guanaco, Tatu-peludo, Raposa-cinzenta-pequena, Mara

Já sabe em que temporada quer vir? Fale conosco, ajudamos você a escolher os dias ideais de acordo com o calendário da fauna e garantimos sua vaga no del Nómade.
Quantos dias vocês recomendam ficar?
O tempo ideal para aproveitar bem Puerto Pirámides e seus arredores é de no mínimo 3 noites. As condições climáticas podem fechar o porto em algum dia, e perder um avistamento por querer apressar a viagem é uma pena que se evita com tempo de sobra. A Península Valdés tem muito a explorar — Punta Norte, Caleta Valdés, Punta Delgada, a Ilha dos Pássaros —, e cada um desses destinos fica a mais de 60 km de estrada de cascalho a partir do povoado, justificando um dia inteiro cada um.
Puerto Pirámides é um povoado de 700 habitantes: não há shopping, não há cinema, não há semáforos. O que há é natureza, silêncio, estrelas e a respiração das baleias à noite. Para quem chega em busca disso, três dias ficam curtos.



